08.01.2017 às 06:41
Agropecuária é destaque na oferta de empregos formais
Agropecuária aumentou em 0,9% a oferta de empregos com carteira assinada em 2015, sendo o único setor a apresentar resultado positivo. Foto: Divulgação/Montagem SNA/RJ
Agropecuária aumentou em 0,9% a oferta de empregos com carteira assinada em 2015, sendo o único setor a apresentar resultado positivo, conforme estudo do Instituto de Economia Agrícola, divulgado no último dia dois de janeiro.
Mesmo com a queda nos postos de trabalhos formais, em decorrência da crise política e econômica brasileira nos últimos anos, a agropecuária aumentou em 0,9% a oferta de empregos com carteira assinada em 2015, sendo o único setor a apresentar resultado positivo no período.
Esta foi a conclusão de um estudo do Instituto de Economia Agrícola (IEA), órgão da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, divulgado no dia dois de janeiro de 2017.
Segundo o pesquisador Carlos Eduardo Fredo, um dos responsáveis por este trabalho, a base do levantamento foi a Relação Anual de Informações Sociais (Rais) de 2015, divulgada pelo Ministério do Trabalho e Previdência Social (MTPS), em setembro de 2016. Dos 48,1 milhões de postos de trabalho criados em 2015, a agropecuária brasileira foi responsável pela geração de 1,5 milhão de vagas, aponta a Rais daquele ano.
Fredo ressalta que, enquanto os demais setores econômicos apresentaram queda de 2,9% na geração de empregos formais, a agropecuária paulista registrou aumento de 2,5% nos postos de trabalho com carteira assinada.
“São Paulo conta com 329 mil empregos agropecuários (base Rais 2015), o equivalente a quase 22% do total de empregos no segmento em todo o País”, calcula. “Se considerarmos as atividades da agroindústria (usinas, destilarias e processamentos de produtos animais e vegetais), esse número seria três vezes maior no Estado de São Paulo”, acrescenta Fredo, que realizou o estudo ao lado dos pesquisadores Celso Vegro (setor de café) e Rosana Pithon (pecuária), ambos do IEA.
A agropecuária gerou mais empregos com carteira assinada nas regiões paulistas de Sorocaba (18,9%), Campinas (18,3%) e São José do Rio Preto (9,2%).
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