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06.07.2019 às 09:10

Corrêa diz que gestão na Assembleia é empresarial e sem moleza

"Sempre, sempre, sempre as pessoas acham que tem fantasmas aqui. Com ponto biométrico, não tem fantasma", afirma

CampoGrandeNews
No sétimo mandato de deputado estadual, Paulo José Araújo Corrêa, 61 anos, comanda a Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul pela primeira vez e espera que a marca da gestão - que a todo instante frisa ser compartilhada com a Mesa Diretora-, seja a organização.
Destaca a implantação do ponto eletrônico biométrico e reformas para, literalmente, arrumar a Casa de Leis. “Minha gestão não é politica, estou imprimindo uma gestão empresarial e sempre compartilhada”, diz.

Eleitor de Jair Bolsonaro (PSL), em quem votou no segundo turno, apoia as medidas para flexibilização de posse e porte de armas. Da agenda do presidente do Brasil, também defende a reforma da Previdência e avalia, que sem Estados e municípios, o projeto será “tímido”.

Sobre a mudança votada pela comissão especial da reforma da Previdência, na madrugada desta sexta-feira, que devolve aos ruralistas benefício de quase R$ 84 bilhões, afirma não se tratar de privilégio. Para ele, o termo adequado para a categoria, da qual também faz parte, é produtor rural e a mudança faz uma correção.

Casado, com dois filhos e na expectativa da chegada do terceiro neto, Paulo Corrêa é engenheiro civil e entrou na política há 30 anos, quando coordenou a campanha de Pedro Pedrossian. Na sequência, foi secretário de habitação e em 1996 chegou à Assembleia.

Fantasma e modernização 

Paulo Corrêa afirma que a primeira providência no posto de presidente da Assembleia Legislativa foi a modernização da secretaria de assuntos legislativos. “O objetivo final da Assembleia é fazer leis. Hoje, os deputados recebem a ordem do dia no telefone celular”, afirma.

As modernizações também vão chegar a setores de recursos humanos e financeiro. Um dos objetivos é eliminar o papel. Ele exemplificou que na última sessão foram sete projetos e 1.200 cópias. Já no setor de comunicação, a TV Assembleia deverá ter sinal aberto e, inclusive, a licença foi aprovada no Senado Federal.

Ainda de acordo com ele, além de dispor de uma Corregedoria, a Assembleia tem uma comissão de sindicância, formada por servidores efetivos, para dar resposta a qualquer denúncia.

No setor de obras, o piso superior deve ter mais oito gabinetes, para que no térreo fiquem concentrados os serviços. “Também estudamos a possibilidade de trazer energia solar para economizar. A conta é bem alta, em torno de R$ 60 mil”.

Aversão a políticos 

Em tempos em que políticos são hostilizados e enfrentam denúncias, o presidente da Assembleia pondera que o cenário pode ser alterado com uma medida.

“Com trabalho, acho que a coisa é tão simples. Nós estamos num momento muito diferente do Brasil do que há cinco anos. Com a mídia social, a rapidez com que a informação chega a qualquer cidadão é incrível. A gente tem que estar plugado e fazendo as coisas certas. Um exemplo, neste primeiro semestre nunca começamos uma sessão após 9h15. É a vontade de mostrar a diferença”.

Corrêa destaca que projetos essenciais para o Poder Executivo dependem de aprovação da Casa de Leis. Na lista dos prioritários, entram LDO (Lei de Diretrizes Orçamentárias) e o Orçamento, que define a aplicação do dinheiro público.

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