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07.02.2018 às 09:49

É surreal Lula liderar as pesquisas para eleição, diz Marun

Oglobo
O ministro da Secretaria de Governo, Carlos Marun, classificou como “surreal” o líder das pesquisas de intenções de votos para a Presidência da República estar condenado em segunda instância pela Justiça. Em uma referência ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Marun atribui essa situação ao que chamou de “ativismo político” de setores do judiciário.

"Começam essas interpretações baseadas em criatividade, começa a gerar uma dúvida a respeito do assunto. E nós vivemos essa situação surreal, onde um condenado, que não pode ser candidato, lidera as pesquisas de intenção de voto para a presidência da República", disse Marun, após participar de evento da Associação Brasileira de Relações Institucionais e Governamentais (Abrig).

Pesquisa Datafolha divulgada semana passada mostra que o ex-presidente Lula, mesmo condenado pelo Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4), manteve vantagem sobre os demais pré-candidatos à Presidência da República. Segundo o levantamento, que foi realizado na segunda e na terça-feira, o petista tem até 37% das intenções de voto.

— Existem setores do Judiciário que hoje praticam ativismo político que traz o risco de que a credibilidade da Justiça fique abalada. Cito como exemplo disso o fato de que um condenado pela Justiça em segunda instância, que não pode ser candidato, a lei é clara, liderar as pesquisas. Isso no mínimo é estranho — disse o ministro responsável pela articulação política do Palácio do Planalto com o Congresso.

Em conversa com jornalistas, o ministro explicou que não se trata de uma defesa do ex-presidente Lula. Ele afirmou que a lei é clara e não permite que condenados em segunda instância sejam candidatos. Durante o evento, Marun voltou a defender a nomeação da deputada Cristiane Brasil (PTB-RJ) para o Ministério do Trabalho.

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