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14.12.2017 às 06:52

Falta de transparência facilita fraude da Lei Rouanet

São comuns as notícias de fraude envolvendo prestação de contas com órgãos públicos. No Ministério da Cultura, esse tipo de crime também acontece quando o assunto é Lei Rouanet.

Muito recentemente, o Ministério Público Federal de São Paulo, na ação Boca Livre, denunciou 32 pessoas por desvios de cerca de R$ 21 milhões em recursos públicos que não teriam sido aplicados, conforme determina a lei de incentivos fiscais,  para produção de 250 projetos culturais em todo o Estado.

A Operação Boca Livre reúne na mesma investigação o MPF, a Controladoria Geral da União e a Polícia Federal. Os desvios teriam o conhecimento, inclusive, de mais de dez empresas doadoras de recursos e estavam sendo praticados desde 2001 sem que o próprio Ministério da Cultura percebesse.

A facilidade de fraudes como essa tem relação direta com a falta de transparência. É o que explica a especialista no assunto, professora Geciane Porto, da Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade de Ribeirão Preto (Fearp) da USP.

Para a professora, especialista em Lei Rouanet, o portal do Ministério da Cultura não permite que a sociedade acompanhe todo o processo, desde a inscrição do projeto cultural, sua tramitação e prestação de contas. “Essa falta de transparência permite que ações como fraudes sejam facilitadas”, analisa.

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