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06.07.2019 às 11:14

Guerino Perius esteve presente em evento do Sebrae-MS sobre futuro da educação e do trabalho

O eixo educação empreendedora e inovação faz parte das iniciativas do Programa Cidade Empreendedora, que é realizado pelo Sebrae/MS e a gestão municipal.

Definir os rumos de uma educação de qualidade, criação de novos métodos e aprimoramento das práticas já existentes foram alguns dos temas do Seminário Futuro da Educação e do Trabalho, promovido pelo Sebrae/MS, nesta terça-feira (02), em Campo Grande.

A pauta relevante atraiu os gestores públicos das cidades integrantes do Programa Cidade Empreendedora, que é desenvolvido pela instituição de apoio aos pequenos negócios e as prefeituras municipais de dez municípios de Mato Grosso do Sul.

Segundo o secretário de Educação de Chapadão do Sul, Guerino Perius, nesse período de fortes inovações, experiências e adaptações, que desafia os gestores a buscarem um novo rumo é preciso entender a relação íntima que existe entre o trabalho e a educação. “Hoje as exigências para o trabalho são outras, se trabalha por competências e habilidades, equilíbrio emocional, onde o indivíduo é aquele que busca a solução, participa, aplica seu conhecimento e faz parte do problema”, declarou.

Para colocar em prática um dos eixos desenvolvidos pelo Programa, que trata da educação empreendedora e inovação, diretores de escolas e professores dos municípios do Cidade Empreendedora já passaram por capacitações dos programas Jovens Empreendedores Primeiros Passos (JEPP) e pelo Crescendo e Empreendendo. Mas a busca pelo conhecimento é constante, e a transformação efetiva deve acontecer com a participação de todos.

O palestrante André Gravatá, escritor, educador e coautor do livro ‘Volta ao Mundo em 13 Escolas’, apontou alguns problemas que a educação básica atual enfrenta. “O modelo utilizado hoje não dá espaço para a expressão dos jovens. A enorme quantidade de burocracia e atividades que não têm significado, mas que continuam sendo repetidas, são fatores que adoecem o sistema educacional brasileiro”.

“Precisamos dar significado para o processo educativo. E como a gente faz isso? De várias formas. Têm escolas pelo Brasil em que os jovens desenvolvem projetos que tenham a ver com eles e com seus territórios; algumas estão repensando a relação com o seu entorno, questionando-se a possibilidade de inventar uma cidade educadora, um bairro educador; outras estão convidando mais as famílias para participarem mais dos seus processos; realizar provas de um jeito diferente; enfim, precisamos olhar para o nosso contexto e transformar as necessidades em potências”, explica André.

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